Because… I sad so!

Descobri o que me inspira: Jazz, Blues, vozes roucas e vorazes!

I would sacrifice anything come what might
For the sake of having you near
In spite of a warning voice, that comes in the night and repeats in my ear
“Don’t you know you fool you never can win
Use your mentality, wake up to reality”
For each time I do, just the thought of you makes me stop before I begin
Because I’ve got you under my skin

[I've got you under my skin]

Olha só, não quero dizer nem que sim nem que não, mas o que acontece é que esse sentimento de useless vem aumentando, sabe? É como se eu não pudesse mais tomar as rédias de minha própria jornada. E o mais engraçada é que eu sei que as decisões são pura e incessantemente minhas!

Bem, há daqueles dias em que se culpa por tudo. Acho que hoje é um desses dias! Cheia de dúvidas, de “se’s” e não é bem do meu feitio ficar nessa eterna dúvida. Ando sentimental também… e temerosa. Temo pelas minha irresponsabilidades, por minhas más atitudes e por aquelas que são impulsivas também.

Acho que estou vivendo no futuro. Como se pensar no futuro justificasse minhas atitudes presentes, e não justificam! Futuro é ali, daqui a um milésimo de segundo, ou até menos. É incerto. Não deveria ser planejado. Deixa um rastro enorme de incertezas, indecisões, decisões não tomadas, atitudes não reconhecidas! Que é isso, meu Deus?!?!

Algumas vezes me vejo cega quanto ao meu presente. Não consigo me ver carregando minhas atuais pedras. Sempre as vou rolando pra um pouco mais pra frente para não precisar sentir o peso delas agora. Mas uma coisa é bem certa: hora ou outra elas vão se encaixar num determinado buraco e não saberei como resgatá-las dali e olharei para trás sempre lembrando que eu poderia ter resolvido aquilo sem tanto pesar. Como uma avalanche sabe? Melhor, um bola minúscula de ímã passando por um campo de também minúsculas e leves esferas de ferro. Chega um hora que fero sobre ferro vai pesar. E muito.

Eu vejo essa bola-avalanche de ímã passar ao meu lado. Vejo tão nitidamente que as vezes paro para ver se ela está me seguindo ou se a estou carregando e não consigo bem entender a conexão entre nós. Hora sou eu que a carrego, evitando que mais esferas se adiram a ela. Outras, ela me escapa das mãos e, num baque surdo, liberta algumas esferas e atrai o dobro! E fica ali ao meu lado, onde quer que vá. Como aquelas bolas de chumbo de desenho animado que não os deixam caminhar normalmente

Busco me livrar dessa sensação de peso, culpa… mas é entorpecente a forma que me recordo dos caminhos não trilhados, daqueles que foram percorridos com dificuldade, daqueles outros que não sei até hoje como consegui passar por eles… daqueles que trazem um sentimento de alegria e saudade, dos outros que foram tão fáceis que não recordo tão nitidamente… Essas recordações também estão nessa bola fazendo com que me recorde de como proceder, como ponderar.

Ainda há muita dúvida a se dissolver, diluir, resolver, engolir, compartilhar…

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