Sobre o amor que vem e vai.
23 nov 2011 Deixe um comentário
“Sometimes it lasts in love, but sometimes it hurts instead…”
[Adele - Someone like you]
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Uma das coisas que não vou esquecer: seu sorriso puro, de menino que acaba de ganhar um daqueles presentes que [parecerem] durar para sempre.
Manhãs chuvosas irão lembrar aquela eterna preguiça dos domingos logo cedo…
O esforço é grande, mas ao olhar atraves do espelho, sempre espero rever nossos olhares refletidos um no outro mais uma vez. Quem sabe um próximo dia, não? Ainda guardo essa esperança como quem guarda bombons no bolso para distribuí-los nas ruas.
Quando a porta se fechou no outro no outro dia, meu coração gelou. Minhas mãos tremeram. Meu estômago revirou. Meus dedos dos pés também gelaram. Não tive muita reação. Queria poder me livrar da sensação de te perder. Queria me livrar das memórias que rondavam meus dias como boas companheiras. Queria me livrar de qualquer coisa que me lembrasse seus abraços. Se possível fosse, jogaria fora cada peça de roupa que você tocou ou cheirou, e também aquelas que você me viu passar na rua e elogiou. Cortaria meu cabelo mais uma vez só pra não ter a sensação dos dedos em meus cachos, acarinhando-os… cheirando-os enquanto eu dormia – eu não dormia quando estava com você.
Se buscasse me livrar de todas essas sensações, bem provável que te esquecesse. Mas não quero! Está acima de mim essa vontade! É minha escolha, claro! E, por isso, digo: não quero!
Quero ter-te sempre perto como uma lembrança boa, como um sorriso fraterno, como um amigo bom, como uma experiência plena. Como um amor que guardo pra mim e mais ninguém. Ninguém precisa saber desse amor. Ninguém precisa saber que sofro de tons mais sutis que o próprio vento.
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- Ok. (Vira-se para o outro camarim) Está pronto? O Primeiro sinal já tocou.
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“Don’t forget me, I beg, I remeber you said: Sametimes it lasts in love, but sometimes it hurts instead.”